O justo e verdadeiro valor da sexualidade humana

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 A sexualidade é sem dúvidas uma área extremamente importante da constituição humana, criada e querida por Deus. Nesse sentido, devemos dar a ela a justa importância, sem negligenciá-la ou supervalorizá-la, atitudes opostas e igualmente arriscadas.

       A tendência mais marcante atualmente é a simples demonstração do egoísmo humano, que tende a ver os corpos como objetos de prazer pessoal. Por isso, a grande banalização da sexualidade. Mulheres são chamadas de “cachorras” (para usar um adjetivo leve) e se sentem elogiadas, crianças de 12 anos (ou talvez menos) já mantém relações sexuais com seus “namoradinhos (as)”, mulheres seminuas são os recursos mais usados para venda de produtos em anúncios publicitários, encontros casuais nas baladas terminam com relações sexuais entre desconhecidos. E tudo isso, certamente, vai deixando marcas, que  necessitarão de um grande período para cicatrizar ou, simplesmente, permanecerão. No fundo, o que se procura, através de relações sexuais desregradas, é preencher a necessidade que se tem de ser amado e cuidado, necessidades básicas de qualquer ser humano. No entanto, o que se verifica, é que, apesar de muitos tentarem negar, são sentimentos opostos, o de ser usado e rejeitado, que se sobressaem.  

        Temos por outro lado, pessoas que, talvez influenciadas por religiões ou idéias fundamentalistas, insistem em viver como se não fossem seres sexuais, querendo negar a todo custo seus desejos e afetos. Não há nada de mal em reconhecer seus próprios impulsos e sentimentos, ao contrário, reconhecê-los demonstra autoconhecimento, muito raro hoje em dia.  Mas, o ponto central aí é: como lidar com todos os aspectos da sexualidade que se manifestam? A via cristã, assinalada pela Igreja , é o caminho que deve ser trilhado.

         Sendo a sexualidade um dom gratuito de Deus, um verdadeiro presente, devemos aceitá-la e reconhecê-la como parte de nossa constituição. Qual é a atitude habitual de quem recebe um presente precioso? Não é zelar pelo que recebeu? É essa atitude que devemos tomar em relação à nossa sexualidade. Mas, na prática, o que isso significa?

          A Igreja, novamente, nos mostra a via a ser percorrida: a vivência da castidade.  Tanto solteiros quanto casados são chamados a vivê-la. Os solteiros não mantendo relações sexuais com namorados ou “ficantes” e nem sequer se masturbando. Isso porque o período do namoro é um momento muito especial, o qual deve ser dirigido para o conhecimento do namorado(a), daquele com quem em principio se pretende passar os anos restantes de sua vida terrena. Essa pessoa não pode ser qualquer um, não é mesmo? Não basta ter um corpo bonito, ser educado (a) e ter um papo bom. Outros critérios, mais difíceis de serem percebidos e que exigem esforço para tal, também são fundamentais. Então, como se atentar para todos as características do seu namorado (a), se vocês optaram pela relação sexual antes do casamento e estão focados e dirigindo suas energias para este ponto? Certamente não sobrará espaço para o resto… Além disso, a relação sexual fora do matrimônio é uma grande farsa. Através de uma atitude (o ato sexual) você diz que é ama seu parceiro, já que esta atitude implica em dizer “sou todo teu” e logo após a relação sexual cada um se levanta e vai para sua casa. Ou seja, não se tem a partilha da vida e a entrega que são próprias que são próprias do matrimônio.  Já os casados são chamados a vivenciar a castidade mantendo a fidelidade conjugal e também cultivando períodos sem relação sexual, como forma de preservar o diálogo tão importante no matrimônio e para não se correr o risco de passar a enxergar o outro como objeto de prazer.

       Por fim, reitere-se que a atitude da Igreja não é um simples NÃO, que para muitos soa como uma atitude autoritária. Pelo contrário, é a atitude de uma mãe que cuida dos seus filhos, que sabe o que é importante para preservar a sua dignidade e conhece os meios para alcançar a real felicidade.

                                                                 Editores de Humanizando o Sexo

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