França deixa de comparticipar “novas” pílulas devido a riscos de saúde

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A França decidiu retirar a comparticipação na compra de pílulas contraceptivas de terceira e quarta geração face aos elevados riscos para a saúde. A polêmica surgiu após a Bayer ter sido condenada devido aos efeitos secundários da pílula e levou já as autoridades francesas de saúde e pedirem aos médicos que restrinjam a prescrição.

O Ministério da Saúde Francês anunciou que decidiu antecipar para o próximo dia 31 de março o fim da comparticipação estatal nas pílulas contraceptivas de terceira e quarta geração, cujo fim estava já anunciado para 30 de setembro deste ano.

A decisão surgiu após uma queixa de uma paciente vítima de acidente vascular cerebral cuja causa foi imputada à pílula e do anúncio de mais queixas pelo advogado de um grupo de três dezenas de mulheres.

A contracepção oral está associada a riscos de coágulos sanguíneos mas vários estudos apontam para um aumento substancial desses riscos nos casos das pílulas de terceira e quarta geração.

Os processos em questão dizem respeito a uma marca da Bayer, a Meliane, mas a polêmica atinge outros contraceptivos orais, também da Bayer como a Yaz, Yasmin, Gynera e Minigeste e de outros laboratórios como as marcas Minulet, Tri-Minulet, Marvelon, Mercilon e Minesse. Com exceção da Meliane, todas as restantes marcas referidas estão à venda em Portugal.

A Agência Européia do Medicamento afirma que o risco de embolia, ou coágulo sanguíneo, é duas vezes superior nas mulheres que usam pílulas de terceira e quarta geração face às anteriores apesar de se manter num nível baixo. O risco cardíaco é idêntico.

Na quarta-feira, o ministro francês da Saúde afirmou que o Estado iria antecipar para 30 de março o fim da comparticipação na compra das pílulas de terceira geração inicialmente prevista para 30 de setembro. A decisão surge após Marion Larat, uma francesa de 25 anos, ter processado a Bayer e as autoridades francesas após um problema cardíaco na sequência do uso de Meliane, uma pílula de terceira geração.

Uma investigação concluiu que o uso da pílula pode ter sido responsável pelo problema que causou uma paralisia parcial. Os advogados de Marion Larat argumentam que a Bayer deve retirar a pílula do mercado.

Uma porta-voz da Bayer afirmou esta quinta-feira que a empresa irá “avaliar as alegações assim que receber informação detalhada” e que reagirá de forma “apropriada”.

Em outubro, a Bayer afirmou que reservou 200 milhões de euros no terceiro trimestre para processos judiciais nos Estados Unidos relacionados com as pílulas Yaz e Yasmin, tendo já pago 750 milhões de dólares para por termo a 3490 processos judiciais. Existem ainda mais 3800 casos pendentes semelhantes que alegam que a Yasmin causou coágulos sanguíneos.

Retirado do Jornal de Notícias

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