Professor de sexologia propõe pornografia para crianças

Um professor de sexologia da Universidade de Aalborg sugeriu que mostrar pornografia a crianças na escola poderia ajudá-las a entender melhor a sexualidade.

 

Christian Graugaard afirma que, ao ver pornografia pesada, as crianças perceberão que aquilo é diferente do sexo da vida real.

Graugaard disse à rede de televisão dinamarquesa DR que, se as crianças tentarem representar aquilo que assistem, isso poderá resultar em “pescoços quebrados e decepção”. Portanto, ele julga que as escolas poderiam ajudar os adolescentes a distinguir entre pornografia e vida real. Nesse processo, diz, seria necessário mostrar-lhes mais pornografia.

“Ao invés de ter uma educação sexual entediante e técnica demais, em que você veste um preservativo num pepino, eu preferiria educar nossas crianças para serem consumidores críticos, que veem pornografia com um certo distanciamento e reflexão”, disse Graugaard.

Estudos dinamarqueses indicam que quase todos os adolescentes do sexo masculino e 86% das adolescentes já viram pornografia. Uml evantamento feito em Outubro do ano passado revelou que 3/4 dos homens dinamarqueses e 1/3 das mulheres dinamarquesas assistem a pornografia na internet com frequência.

Críticos dizem que, embora a sociedade dê às crianças um entendimento de que a pornografia cria expectativas irrealistas sobre o sexo e pode gerar graves problemas sociais, ela ignora o dano inerente ao consumo de qualquer tipo de pornografia.

Em sua pesquisa sobre pornografia, a Dra. Judith Reisman – autora do livro Kinsey, Sex and Fraud – concluiu que o consumo frequente de pornografia evolui para um vício e pode prejudicar a estrutura e o funcionamento do cérebro, alterando seus processos químicos.

O Centro Nacional de Exploração Sexual (NCSE), grupo norte-americano que está por trás da campanha “Porn Harms” (“A Pornografia é Prejudicial”), reuniu um volume considerável de pesquisas mostrando como a pornografia prejudica crianças e adultos.

Enough Is Enough, um site de recursos para pais preocupados com a pornografia na internet, aponta que a pornografia:- “tem um impacto negativo na saúde emocional e mental das crianças”;

  • “tem um impacto negative na saúde emocional e mental das crianças”;
  • “facilita a agressão sexual”;
  • “dessensibiliza seu espectador e aumenta o apetite por tipos mais desviantes, bizarros ou violentos de pornografia” e
  • “contem imagens que podem jamais ser apagadas” da mente da criança.

Estudos mostram que, quando uma criança ou adolescente depara-se com pornografia na internet, isso pode desencadear efeitos negativos – ou até mesmo traumáticos – duradouros no senso de segurança e de sexualidade da criança. Quem o afirma é a Dra. Jill Manning, terapeuta de casamento e de família, especializada em pesquisa e trabalho clínico relacionado a pornografia e comportamento sexual problemático.

A Dra. Manning disse aos legisladores norte-americanos que a pornografia “promove a crença de que é possível chegar a uma satisfação sexual mais intensa sem ter nenhum tipo de afeto pelo parceiro sexual, reforçando assim a comoditização do sexo e a objetificação dos seres humanos e fazendo com que as crianças expostas a ela tenham um risco maior de desenvolver compulsões sexuais e condutas viciosas.”

Cathy Cleaver Ruse, pesquisadora sênior de Direito no Family Research Council afirma que o consumo de pornografia afeta todos os membros da família, não apenas o viciado em pornografia.

“A pornografia destrói casamentos: maridos relatam que passaram a amar menos suas esposas por causa do vício”, escreve. “E as esposas desses usuários têm profundas feridas psicológicas, tomadas por sentimentos como traição, desconfiança e raiva para com seus companheiros, e algumas vezes precisam de tratamento clínico para o trauma.”

“[A pornografia] não só acaba com uma vida familiar afetuosa”, diz, mas também faz com que “crianças fiquem traumatizadas ao encontrar material pornográfico de seus pais.”

“Um estudo de adolescentes revelou que ver cenas de sexo explícito na internet pode acarretar um aumento significativo de suas incertezas sobre sexualidade, diminuição de sua auto-estima e pode ainda fazer com que se sintam solitárias e deprimidas,” afirma Cleaver Ruse.

Fonte: Notifam

tristeza

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