Masculinidade: restaurando a identidade do homem

“Eis o homem!” (Jo 19, 5)

A humanidade tem caminhado para a desconstrução, para fragmentação de questões essenciais, como a sexualidade e a própria identidade. O resultado, cada vez mais aparente, são simulacros de homens e mulheres, totalmente frágeis e feridos, que se perdem em escolhas e que formam outros homens e mulheres ainda mais debilitados em sua identidade.

Além disso, ao longo da história, os ataques, cada vez mais bruscos, de movimentos pautados em agendas feministas, têm provocado uma guerra feroz entre homens e mulheres; “um tal processo leva a uma rivalidade entre os sexos, onde a identidade e o papel de um são assumidos em prejuízo do outro, com a consequência de introduzir na antropologia uma perniciosa confusão, que tem o seu revés mais imediato e nefasto na estrutura da família” 1.

“Sê enérgico. – Sê viril. – Sê homem!” (São Josemaría Escrivá)

É urgente trilhar um caminho de restauração da identidade masculina, que tem se descaracterizado, fazendo com que aspectos como virilidade, força e determinação cedam espaço para fragilidade, passividade e falta de empenho. Dentro e fora da Igreja, mais do que nunca, é necessário ressaltar as virtudes da masculinidade para que haja saudável harmonia entre homem e mulher em todas as esferas, principalmente na família.

É essencial auxiliar tantos irmãos que perdem suas vidas em razão de uma identidade masculina fragilizada, perecendo, por um lado, na fornicação, pornografia e todas as perversidades sexuais e, por outro, em práticas homossexuais, sem ter a devida orientação e formação.

É preciso bravura para olhar para si e seguir em direção a uma configuração mais íntima com o Cristo, Homem por excelência, desvinculando a falácia da fragilidade do amor sentimental e ressaltando o chamado de Jesus para dar a vida cotidianamente (cf. Jo 10, 17s), com vitalidade e heroísmo, na verdadeira caridade cristã, num amor de decisão.

É um desafio para arregaçar as mangas e descobrir, em Cristo, o que realmente é ser um homem, provocando-se nessa descoberta, e crescer em estatura, em sabedoria e em graça. E, com isso, disseminar, em todos os meios, os verdadeiros valores cristãos.

É uma convocação para a batalha, na luta pela santidade, que só é alcançada por quem realmente abraçar a sua cruz, com convicção e determinação.

É preciso ser líder, protetor e provedor. É preciso ser homem!

“Sê firme e corajoso!” (Josué 1, 6).

Por Equipe Bravus


Nota:

1.Ratzinger, Joseph. Carta Aberta aos Bispos da Igreja Católica sobre a colaboração do homem e da mulher na Igreja e no mundo, Art. 2. Disponível em: http://www.vatican.va/roman_curia/congregations/cfaith/documents/rc_con_cfaith_doc_2004073

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