Solteiro sim, sozinho nunca!

PERGUNTAS: Eu gosto de namorar e ficar, gosto da liberdade de ficar com diferentes mulheres mas sem ter que me comprometer e casar. Tudo bem?

―E se eu me comprometer com alguém e não me satisfazer? E se alguém melhor vier depois?

RESPOSTA: Eu acho que você precisa de examinar honestamente seus motivos. O que você quer quando entra nesses relacionamentos temporários? A resposta natural talvez seja que você se envolve com as mulheres por aí apenas para passar um tempo agradável com elas.

Mas se pergunte, se esses relacionamentos curtos não são uma espécie de escudo para você. Será que eles não encobrem um medo mais profundo de que talvez você não esteja pronto para um relacionamento duradouro? Será que não é um modo de guardar seu coração de se tornar envolvido demais com as demandas do amor?

Nós homens devemos ter a coragem de atender essas demandas, se queremos conquistar o coração de uma mulher. Isso pode ser arriscado e doloroso para nós, mas como escreveu C.S. Lewis, “O único lugar além do paraíso onde se pode estar perfeitamente seguro contra todos os perigos e perturbações do amor é o inferno”.(1)

Certa vez eu li que “O amor jovem é uma chama; muito bonita, muito quente e violenta, mas ainda pequena e incerta. O amor do coração mais antigo e disciplinado é como o carvão, queima profundamente e não se extingue” (2).

Se você quer encontrar um amor que não se extingue, deve lidar com o fato de que o amor não é livre [de responsabilidade e compromisso]. Ele custa tudo, mas essa entrega total de si é precisamente o que nos torna mais livres, nos liberta da prisão de fazer tudo por causa de nós mesmos. De outro modo, quando chegar a hora de nossa morte, não teremos aprendido a amar ninguém além de nós mesmos. Nas palavras de João Paulo II,

o amor “nos tira da prisão do individualismo e do egocentrismo” (3).

Parece estranho, mas não sabemos o que é liberdade até que nós entregamos nossa liberdade por causa do amor. É para isso que a liberdade existe: para que seja entregue. Se vivemos para nós mesmos, perdemos o foco de nossa existência, porque fomos criados para amar como Deus ama.

Eu desafiaria você a não despertar o interesse de uma mulher, enquanto você não tiver interesse de amá-la permanentemente.

Os homens geralmente acham fácil conseguir, conquistar, no que se refere a prazer e sucesso. Mas quando se fala em dar ou comprometer-se, damos um passo atrás. Nós temos medo. Nós hesitamos. Mas, como disse o Papa João Paulo II: “A pessoa que não se decide a amar para sempre vai achar muito difícil amar realmente, nem que seja por um só dia”. (4)

[Deixo mais duas perguntas para reflexão.

Será que ao levar uma vida de solteirão, você não está fugindo das duas maiores responsabilidades que um homem pode assumir: de ser esposo e pai?

E você já parou para pensar que se você ficar nessa, você vai ficando, ficando, ficando… até que um dia fica realmente sozinho?]

 

Por Jason Evert

 

[ ] Por Christian Pacheco

Fonte: Vida e Castidade

_______________________________________________

(1) C.S. Lewis. The Four Loves. (San Diego: Harcourt Brace & Company, 1960, 1988)
(2) Parrott, Saving Your Marriage Before it Starts, 68.
(3) Carta de Karol Woytila (Papa João Paulo II) a Teresa Heydel, Dezembro de 1956. Como citado por George Weigel, Witness to Hope (New York Cliff Street Books, 2001), 101.
(4) João Paulo II, homilia, “O amor dentro das famílias”, 8 de abril de 1982. Como citado por West, Good News About Sex and Marriage, 65.

Trecho do livro “If you really loved me”, de Jason Evert. San Diego: Catholic Answers, 2003.

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