Quão longe é muito longe?

Esse é um dos textos que iremos partilhar sobre esse assunto, e que muitas vezes pode gerar dúvidas a qualquer pessoa, mas também para aquelas pessoas que buscam e querem preservar a pureza e castidade no namoro e casamento, sem reservas, daquilo que não lhes é conveniente com seus propósitos de vida.

[Alguma vez] todos ouvimos falar sobre guardar o sexo para o casamento. Mas uma questão que surge naturalmente é “quão longe é demasiado longe?”

O problema é que essa questão presume que atos excitantes são apenas formas mais intensas de carinho, e que o toque sexual é apenas uma forma mais intensa do ato de dar as mãos.

Na verdade, expressamos o romance físico de duas formas distintas: carinho e excitação.

A questão que realmente devemos perguntar é “que tipo de romance físico é apropriado num relacionamento de namoro?” O carinho é bom e apropriado. Mas se o sexo é apropriado apenas no contexto do matrimônio, então os atos que causam excitação sexual (beijos apaixonados, toques sexuais, etc.) também devem ser reservados para o matrimônio.

Parece difícil?

John Wooden, um técnico de basquete decacampeão nacional na Universidade da Califórnia em Los Angeles, disse uma vez:
“Objetivos alcançados com pouco esforço raramente são valiosos ou duradouros.”
Wooden falava de esportes, mas o amor não é diferente. Um atleta precisa dizer não aos videogames e fast food todos os dias, se ele quiser dizer sim ao campeonato, e um homem deve dizer não ao uso de sua namorada para seu próprio prazer, se ele quiser dizer sim ao amor autêntico. A grandeza do amor é obtida através de esforço e sacrifício.
Para ser justo, alguém que pergunta “quão longe é demasiado longe?” pode estar perguntando como seria melhor expressar seu amor de forma física. O carinho é uma ótima forma de compartilhar o amor num relacionamento de namoro. Isso inclui dar as mãos, abraços, um beijo simples, um toque no braço. Um casal de namorados deve aprender a compartilhar o carinho como preparação para o carinho no matrimônio.
Até maridos e esposas precisam compartilhar o amor através de carinho físico sem que isso leve ao sexo.

No namoro, qual é uma boa maneira de compartilhar o carinho? O padre Thomas Morrow, autor do best-seller O Namoro Cristão em um mundo supersexualizado, compartilha aqui seus pensamentos sobre como se despedir:

Você poderia passar a mão pelo seu rosto, aproximar-se dela muito devagar e beijá-la suavemente. Uma vez. Duas. Depois, dar-lhe um grande abraço, lento, apertando a sua face contra a dela como modo de manifestar os seus ternos sentimentos por ela.

A seguir, talvez possa dizer algo como: “Você vale tanto para mim!…” Por fim, desejar-lhe uma boa noite e beijá-la mais uma vez, lenta e carinhosamente, como se temesse quebrá-la se não tomar cuidado.

De forma alguma isso seria “demasiado longe.” Isso é o amor físico expresso de uma forma carinhosa e terna.

[Ainda vale observar uma regra de ouro, deixada pelo Pe. Thomas no mesmo livro citado, de “não se fazer a sós o que não se faria em público”, e ao se que faz em público, como beijos e abraços, questionar-se, se isto escandalizaria alguma pessoa que queira ou viva a castidade, ou ainda o pai ou irmão da moça – uma vez, presume-se, que estes por melhor ou pior caráter que sejam, vão sempre querer preservar a pureza da filha ou irmã.

Um homem consegue arrancar um sorriso e deixar sua companheira eternamente apaixonada, sendo o homem que ela espera que ele seja. Atos de cavalheirismo, beijos na testa carregados de carinho e proteção, pequenos gestos no dia a dia conservam o encantamento da moça por seu companheiro além de proteger sua pureza.

Enquanto beijos e agarrações desencadeiam pensamentos e sentimentos que são um grande perigo em momentos de fraqueza. Por isso, esses afetos (beijos e abraços) não “precisam” ser cheios de “calor e emoção”, mas sóbrios, simples e respeitosos, como convém àqueles que querem viver um amor autêntico dentro da castidade

Por fim, creio que um casal que queira viver a castidade e a pureza no namoro, deve perguntar-se, não o quão longe podem aproximar-se do ato sexual sem ele consumar, mas quão próximos estão de viver um amor autêntico, fiel, total, puro e casto].

 

Por Chad Etzel

Texto original: How far is too far
Tradução: Rafael Ribeiro
[ ] Adaptação e nota: Equipe Humanizando o Sexo

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