É possível viver a castidade na faculdade?

Em uma sociedade que iguala a masculinidade ao número de parceiras sexuais, eu sentia que seria rotulado como algo menos que um homem se admitisse que era virgem. Apesar da minha ansiedade, ainda sentia que a coisa certa a se fazer era esperar para ter sexo depois do casamento. Eu tinha aprendido sobre a virtude da castidade ao longo dos anos, mas dentro de mim ainda sentia a pressão da sociedade no sentido de ceder ao sexo antes do casamento, e esse conflito atingiu o ápice durante o meu tempo na faculdade.

Eu comecei a faculdade em 2008. Foi a primeira vez em que tive que me confrontar diariamente com comportamentos de promiscuidade. No meu primeiro final de semana na faculdade percebi que a principal razão pela qual muitos rapazes iam para festas era simplesmente para “ficar” com alguma garota. Uma vez eu estava em uma festa na casa de um colega, e posso me lembrar de um amigo me induzindo: “vai falar com ela”, apontando para uma garota, “provavelmente você não vai ter muito trabalho para levá-la para a cama hoje à noite”. Eu ri, e tentei agir de maneira natural, mas em minha cabeça estava pensando:

“Eu sequer sei o seu nome! Eu não vou beijá-la, muito menos tentar levá-la para a cama”.

E esse não foi um incidente isolado… Essa rotina se repetiu freqüentemente durante os meus primeiros anos de faculdade. A verdade era que, não importa com quantas garotas eu tinha falado ou com quem tinha dançado naquela noite, eu simplesmente não conseguir ir além quando pensava em “avançar os sinais”. Então eu ia para uma festa, saía com meus amigos, talvez dançava com uma garota, e depois eu ia para casa. Sozinho.

Meus amigos provavelmente pensavam que eu era “devagar”, mas muito cedo eu percebi que o que eu estava procurando não podia ser encontrado em uma festa.

Eu queria encontrar uma mulher com quem pudesse compartilhar toda a minha vida, não apenas o meu corpo.

Eu não queria viver a versão “hollywoodiana” da fantasia masculina de “sexo-sem-fim-sem-compromisso”; eu queria ser um verdadeiro cavalheiro. 

Então eu lutava nessa dicotomia entre cultura e consciência. Eu procurei por mulheres que fossem capazes de viver para além da mentira dos “ficas” e dos programas de uma noite – mas era difícil de encontrar alguém assim, e era tentador ignorar os apelos da consciência. Eu estava começando a me questionar se eu estava errado, se por acaso os ideais em que eu tinha acreditado em minha mente não eram sequer possíveis no mundo de hoje. Será que eu era tão inocente como a sociedade imagina que são aqueles que procuram viver a castidade?

Finalmente, no último ano de faculdade, eu encontrei Jennifer, a mulher que iria se tornar minha esposa. Desde o momento em que a encontrei sabia que tinha algo de diferente nela. Nós realmente estávamos comprometidos com a castidade, e estávamos vivendo aquilo juntos.

Assim como acontece com a maioria das coisas na vida, foi muito mais fácil para nós viver esse desafio com uma pessoa que tem o mesmo pensamento e o mesmo objetivo.

Muitos de meus amigos ainda acham estranho o fato de Jennifer e eu não termos mantido relação sexual depois de 3 anos de namoro. Nós aprendemos a expressar nosso amor de outras formas. Eu enviava para ela cartas escritas, trazia flores para ela sem ter nenhuma ocasião especial, e planejava encontros que não necessariamente tinham uma expectativa por trás deles. Ela sabia que quando eu dava demonstrações espontâneas de gentileza eu não estava fazendo isso porque queria levá-la para a cama, mas porque eu a amava e simplesmente queria fazê-la feliz.

A tentação física sempre vai existir, quer você seja solteiro ou casado, mas para preservar o sexo só para o casamento você precisa ser um homem corajoso. Ceder a todas as tentações sexuais vai deixá-lo sedento por algo mais profundo e mais substancial. Eu ouvi isso de amigos. Um de meus melhores amigos uma vez me disse: “Depois que tenho relação sexual com uma garota, me sinto sujo quando vou para casa naquela determinada noite. Sinto alguma coisa no meu coração que me diz que há algo mais do que aquilo”. Se você aprende a controlar os seus desejos e aprende a canalizá-los, vai acabar em algo bonito, algo pelo qual os humanos anseiam – o verdadeiro amor.

Jennifer e eu nos casamos no final de junho de 2014. Eu estava feliz por poder me entregar livremente, abertamente, e sem vergonhas ou memórias de experiências passadas, e feliz por termos esperamos pelo sacramento do matrimônio para nos tornar um só. Quando estávamos adormecendo, em nossa noite de núpcias, Jennifer sussurrou no meu ouvido: “Obrigado por esperado por mim”. Ouvir essas seis palavras valeram mais a pena do que qualquer prazer que o mundo pudesse oferecer.

Por Jeff Swierzbinski

Traduzido por Vida e Castidade

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