NamOrar

Chega mais um Dia dos Namorados por aqui e vemos o nome de Santo Antônio de Pádua em diversas simpatias em todos os lugares. Tadinho do santo! Além de ter levado a fama de casamenteiro “de graça”, ainda tem que aguentar cada heresia!

Mas, por trás das brincadeiras, existe uma busca sincera por um amor verdadeiro. Afinal, por que rezar para um santo CASAMENTEIRO na busca por um namorado?

Muita gente no mundo de hoje, fica namorando eternamente, e esquece uma verdade importante: o namoro é feito para acabar. Se não entendeu, até o final do texto entenderá. Ele tem um objetivo: conhecer o outro, aprofundar na amizade e no amor para chegar ao altar no sacramento do Matrimônio.

Parafraseando Jason Evert, namorar sem ter o casamento como objetivo é como ir a uma loja com fome e sem dinheiro: ou você sai mais frustrado do que entrou ou acaba levando algo que não te pertence.

Para isso, é necessário ter o objetivo de se casar. Se não penso em matrimônio e se acredito que é uma realidade muito distante ainda para mim, é necessário me perguntar porque então desejo namorar.

Muitas vezes, a resposta para essa pergunta é para curar uma carência e o medo de ficar sozinho(a). Uso o outro como um tapa-buraco. É como que se dissesse: “Não sei ficar sozinho(a), pois não sei viver bem comigo, por isso, espero que o outro preencha o vazio que existe em mim”. Mas nenhuma pessoa é capaz de fazer isso. Somos todos falíveis e decepcionamos o outro mesmo quando queremos fazer o bem.

Lembrando que para São João Paulo II o oposto do amor é o uso, pois tiro a dignidade de filho de Deus da pessoa.

Antes de buscar a “metade da minha laranja” é preciso ser inteiro, aprender a viver sozinho(a), a curtir amizades saudáveis, aprofundar meu relacionamento com Deus, saber o que quero da minha vida e qual a minha vocação. Se não sei para onde vou, como saber se a pessoa que está ao meu lado é quem vai me acompanhar pelo caminho?

Somente após viver tudo isso é possível ir de encontro ao outro de forma livre, para poder viver um amor verdadeiro e não usá-lo.

Por fim, sabendo quem sou, qual é a minha vocação e caminho, posso me abrir para a pessoa que Deus quer na minha vida. Para isso, é necessário muita oração para ajudar na espera e no discernimento.

O namoro é a fase de discernimento e por isso deve ter um final: ou cada um seguindo o seu caminho ou caminhando juntos até o altar. Mas calma! Não precisa fazer o pedido de casamento no primeiro encontro! Mas é necessário manter os olhos no altar e se perguntar a todo instante: essa é a pessoa com quem você quer se casar?

Enquanto a resposta for “não sei”, é preciso rezar muito e conhecer um ao outro melhor. Se a resposta for “não” é necessário a coragem para terminar o relacionamento e se for “sim” a coragem para levá-lo ao próximo nível: o noivado.

 

Por Isabela Latif

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