A virtude da castidade

A virtude exige luta

Num artigo já colocado neste site, considerávamos que só pode entender e valorizar a castidade a pessoa que se sabe «chamada ao verdadeiro amor». Não vou repetir aqui o que você talvez já tenha lido lá e pode ler clicando a palavra “castidade” na chamada “nuvem de tags”.

Vamos partir agora da ideia clara , exposta naquele artigo, de que a castidade é uma virtude e que, por isso – como todas as virtudes humanas -, exige de nós esforço e constância. Deve ser forjada na fornalha do amor e da graça de Deus, e deve ser trabalhada com esforço.

[“Quanto à virtude não basta conhecê-la,
devemos também tentar possuí-la e colocá-la em prática.” – Aristóteles]

Se tivermos boa vontade, a nossa razão, iluminada pela fé, irá purificando e dirigindo de modo certo o erotismo meramente emocional e instintivo; e a nossa vontade tomará as rédeas dessa virtude na mão. Isso será possível se, além da ajuda de Deus, conseguirmos o autodomínio mediante a mortificação cristã.

Todos temos consciência de que não estamos vivendo no paraíso; não convivemos com anjos imaculados; pureza e a fidelidade são apreciadas por muito poucos. Quer dizer que, ou rezamos e lutamos, ou seremos engolidos pelo redemoinho da onda dominante.

A onda dominante

É evidente que, na sociedade atual fortemente erotizada, a mortificação e o autodomínio se tornam muito necessários. Por toda a parte – pessoas na rua, outdoors, espetáculos, jornais, revistas, livros, moda feminina, Internet – há uma agressão contínua à castidade, uma estimulação artificial e massiva da fisiologia, da simples genitalidade, sem o menor contexto de grandeza e amor. Sexo pelo sexo. Sexo como consumo e prazer.

Quem é que alimenta esse ambiente materialista? É coisa sabida que a indústria da pornografia fatura mais do que a das drogas; e que danifica corpos e, sobretudo, almas, mais até do que a droga. Perante esse panorama, é preciso reagir, se quisermos respeitar a nossa condição de seres humanos.

“É necessária – dizia há anos São Josemaría Escrivá – uma cruzada de virilidade e pureza que enfrente e anule o trabalho selvagem daqueles que pensam que o homem é uma besta. – E essa cruzada é obra vossa”, dos cristãos .

O papel da mortificação, nesta batalha, é o “não” sereno e corajoso à sensualidade bruta que permite dizer “sim” à beleza, à grandeza e à dignidade do amor: à grandeza, em suma, da alma e do corpo dos filhos de Deus. Por isso, da mesma forma que devo dizer um não rotundo à droga, para dizer sim à vida, tenho que saber dizer o mesmo não a esses estímulos de mero hedonismo, para dizer sim ao amor, à beleza da sexualidade integralmente humana, própria de um filho de Deus, de um homem e uma mulher autênticos.

Ser donos do nosso coração e do nosso corpo

Falamos de autocontrole. Para alcançá-lo é importante, em primeiro lugar, praticar a mortificação da gula, que tão facilmente nos descontrola (no comer, no beber, nos caprichos). Essa mortificação ajuda-nos, bem mais do que imaginamos, a manter o equilíbrio da castidade.

“Tenho para mim – afirmava o abade João Cassiano, no século V – que não poderemos jamais reprimir o aguilhão da carne, se antes não conseguirmos refrear os desejos da gula”.

Ao mesmo tempo, faz-nos falta cuidar delicadamente da mortificação dos olhos, janelas abertas ao mundo e receptores principais da chuva constante de incentivos eróticos que, infelizmente, há por toda a parte. Quem se estima a si mesmo, diz “não”: não estou disposto a olhar tudo pela rua, nem a comprar revistas pornográficas, nem a cair nas redes de programas noturnos da tv, nem a alugar fitas eróticas, nem a pesquisar no lixo sexual da Internet; e diz “não” – insisto – porque está decidido a dizer “SIM” a um ideal de amor muito maior do que o mero prazer carnal que faz o homem descer abaixo do nível dos bichos (que, diga-se de passagem, costumam ser mais “castos” e regrados do que os homens nas suas relações sexuais…). Continuar lendo “A virtude da castidade”

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